Ele sai de sua casa decidido a falar com ela. Abre a porta e sai pelo portão, rápido em passos largos pela calçada indo em direção reta até avistar a casa Lilás. Parado em frente à casa, do lado de fora das grades, fica a olhar todo movimento procurando a bendita moça do livro vermelho. Essa que todos a sua volta falavam que não era para ele mas que, ainda sim, o possuía e encantava mais a cada dia.
Ficou ali por uma hora e quando já estava cansando, quase desistindo, ela aparece saindo pela porta com seu livro vermelho e vestida bem simples. Não tinha nada das frescuras da maioria das mulheres e se vestia e andava como ela bem queria: blusa, calça, sandália, um batom leve e cabelos soltos.
Ela saiu pelo portão e começou a andar na direção oposta a ele. Ele, já com as pernas trêmulas, o rosto sério e o lábio mordido, quase desistindo, inflou o peito e começou a andar em direção a ela. Primeiro com passos pequenos e depois mais largos, porém, ainda devagar. De repente mais rapido, rápido, quase a alcançando e esticou o braço. Um breve momento de reflexão:
"O que estou fazendo? Como posso ter certeza de que gosto mesmo dela? Apenas porque não paro de pensar nela o dia todo e já tenho coleção de tantos desenhos feitos com se rosto? Ou pelos meus tantos sonhos e desenhos mais íntimos com ela? Ainda assim, o que estou fazendo? "
E uma bela musica de fundo. Seu coração parecia um tambor que queria sair, pular de um lado para o outro. Puxou-a pelo braço e se pôs a falar:
- Olha, você é a culpada de tudo e não me deixa dormir, sabia? Já bati em tantos postes olhando você passar. O que está me fazendo!?
Um sorriso leve.
- Acha isso engraçado? Quero que você me fale algo, algo que eu possa entender e bem claro, viu?! Alías, quero não, eu exijo de você uma palavra, seja qual for! - Ele ainda pensou: "melhor assim. Dói, mas já me acostumei".
Um olhar dela. E abriu a boca levantando o braço junto. Nesse momento ele não agüentou e fechou os olhos:
- Dessa vez vai doer até a pele - pensa ele.
Em um breve segundo, um puxão e foi embrulhado como presente. O ar em seu ouvido era morno, uma respiração:
- Eu te amo também.
Não tinha mais reação. Era quente, tão macia, o cheiro perfeito, as palavras mais doces e o oposto de tudo que já tinha visto. Foi aceito do jeito que era, do jeito mais estranho que todos falavam, assim mesmo foi aceito. Os olhares, um beijo. O livro caia da mão dela e o braço dele a apertava contra seu corpo. Não era algo comum, nem estranho. Apenas um louco apaixonado por uma moça com um livro vermelho, repleto de páginas azuis e, na última página, apenas uma pergunta:
- Porque demoras tanto?
"Nunca me disseram o que devo fazer
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizer"
Quando a saudade acorda
A beleza que faz sofrer
Nunca me disseram como devo proceder
Chorar, beijar, te abraçar, é isso que quero fazer
É isso que quero dizer"
( Quando Eu Te Encontrar - Biquini Cavadão )


6 comentários:
Relação de começo distante, olhares ao longe e aparentemente inexistentes. Mas o amor aconteceu apesar de.
Esses moços que se amaram de repente. Tão bonitinhos. *__*
Adorei o final kkkk
Beijo, amor!
Te amo, sabia? kkkk xD
eu tbm, procuro e nunca acho
Muito Lindo o texto!!!
Me deixa feliz essa receptividade do "Eu te amo também", acho qu enão há nada mais gratificante do que se declarar e ser mutuo.
Muito bom post!
Abraço!!!
A minha vai estar segurando qual livro?
Será que ela gosta de ler?
Muito bom cara.
Adorei.
Abraços.
sorri da Lu dizer ali no primeiro comentario: te amo sabia?
rsss, eu sabiaaa! rss
então meu caro Adriel, foi assim que começou seu romance com a Luciana?rs.se foi, não poderia ter sido mais perfeito.e a música linda:
'eu já sei o que meus braços vão querer, quando eu te encontrar'
ai ai, ô lindeza é o amor.
Ai que coisa goooostosa minha gente!
Bom demaaais um amor assim!
QUe lindo cm isso tudo começou viu!
bjos
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